Coletiva das Estatísticas do Setor Externo 20260626 1433 1
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas Fiscais no mês de junho.
As transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$3,2 bilhões em maio de 2026, ante déficit de US$3,3 bilhões em maio de 2025. Na comparação interanual, o superávit da balança comercial registrou aumento de US$0,5 bilhão, mesmo valor do aumento do déficit em serviços. O déficit em renda primária e o superávit em renda secundária mantiveram-se em patamares semelhantes àqueles observados em maio de 2025. O déficit em transações correntes acumulado em doze meses até maio de 2026 somou US$64,1 bilhões (2,60% do PIB), ante US$64,3 bilhões (2,65% do PIB) no mês anterior e US$75,3 bilhões (3,52% do PIB) em maio de 2025.
O superávit da balança comercial atingiu US$7,0 bilhões em maio de 2026, ante US$6,4 bilhões em maio de 2025. As exportações de bens totalizaram US$32,0 bilhões, incremento de 6,4% na comparação interanual, enquanto as importações de bens somaram US$25,1 bilhões, elevação de 5,9%.
O déficit na conta de serviços totalizou US$5,2 bilhões em maio de 2026, ante US$4,6 bilhões em maio de 2025. Houve aumentos das despesas líquidas de telecomunicação, computação e informações (42,5%), totalizando US$1,1 bilhão; e de serviços de propriedade intelectual (26,3%), somando US$1,1 bilhão. As receitas líquidas de outros serviços de negócio aumentaram 22,5%, somando US$0,6 bilhão. As despesas líquidas de viagens internacionais totalizaram US$1,3 bilhão, 13,8% superiores às de maio de 2025, com aumento de 18,9% nas receitas, de US$0,7 bilhão para US$0,8 bilhão, e de 15,7% nas despesas, de US$1,8 bilhão para US$2,1 bilhões.
O déficit em renda primária somou US$5,5 bilhões em maio de 2026, mesmo patamar de maio de 2025. As despesas líquidas de lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$4,2 bilhões, 6,8 % superiores às de maio de 2025 (US$3,9 bilhões). As despesas líquidas com juros somaram US$1,4 bilhão, 18,1% inferiores às observadas em maio de 2025 (US$1,7 bilhão).
Para mais informações acesse https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticassetorexterno
Transcrição e Conteúdo
Oi, pessoal. Bom dia. Vamos dar [limpando a garganta] início a mais uma coletiva das estatísticas do setor externo. Eh, aqui conosco, como sempre, tá o chefe do Departamento de Estatísticas aqui do Banco Central, o Fernando Rocha. E antes de a gente começar, eu relembro os colegas que estão participando online, que podem enviar as perguntas se identificando com nome e veículo, que eu repasso aqui...
Oi, pessoal. Bom dia. Vamos dar [limpando a garganta] início a mais uma coletiva das estatísticas do setor externo. Eh, aqui conosco, como sempre, tá o chefe do Departamento de Estatísticas aqui do Banco Central, o Fernando Rocha. E antes de a gente começar, eu relembro os colegas que estão participando online, que podem enviar as perguntas se identificando com nome e veículo, que eu repasso aqui as perguntas pro Rocha. Com você, Rocha. Bom dia. Ah, eh, >> bom dia, Natã. Bom dia a todos. Ah, vamos então fazer a divulgação das estatísticas do setor externo pro mês de maio, começando a a sequência de divulgações estatísticas eh do Banco Central. Só fazendo um comentário, né? Nós tínhamos agendado originalmente uma eh estatística, estatística de a coletiva das estatísticas de crédito para segunda-feira, né, em função do do jogo do Brasil que vai acontecer na segunda-feira, no começo da tarde, nós adiar paraa quarta. Então, o cronograma desta sequência de coletivas é hoje, sexta-feira, nós temos a divulgação das estatísticas do setor externo. Na terça-feira da semana que vem, dia 30 de junho, teremos a divulgação das estatísticas fiscais e na quarta-feira, dia 1eo de julho, teremos então a divulgação das estatísticas de crédito. Eh, bom, feito esse comentário, vamos lá para pra pauta de hoje. Vamos começar como sempre com as estatísticas de transações correntes, né, do balanço de pagamentos. Elas tiveram um déficit de 3,2 eh bilhões de reais eh bilhões de dólares, claro, desculpa, eh no mês de maio. Esse valor foi bastante estável em relação ao resultado de maio de 2025. Nós tivemos 3,2 bilhões de dólares agora, 3,3 bilhões de dólares eh em maio de 2025. E com isso a gente tem mais ou menos 3 meses de estabilidade nos resultados das transações correntes, né? Então se a gente eh pular aqui rapidamente da tabela um paraa tabela 13, né, a gente pode ver eh que em abril, né, deste ano, nós tivemos um déficit de 1,7 bilhões. Em abril do ano passado, né, 1,6. Agora nós tivemos um déficit de 3,2 bilhões e em maio do ano passado 3,3 bilhões. Então são 2 meses eh de resultados estáveis na nas transações correntes nessa comparação interanual. Então, quando a gente olha o resultado eh acumulado nos últimos 12 meses, ele está em 64,2 bilhões de déficit desde março. Então, março, abril, eh, e maio ele tem flutuado bem pouco, né, de 64, 64, e agora 64,1 bilhões, mostrando eh que os últimos 2 meses, né, tiveram resultados interanuais eh praticamente idênticos, né, estáveis. E com isso, se a gente olha o resultado acumulado em 12 meses, de março até maio, ele ele está estável, né? Eh, mas se a gente olhar eh, essa estabilidade no resultado de transações correntes como um todo, ela não é idêntica em todos os componentes, pelo contrário, né, a gente tem componentes que t avançado o superavit, como é o caso da balança comercial de bens e outros itens que têm avançado no déficit, como é o caso da balança comercial de serviços, né? Então, se a gente olhar os dados de maio, sempre nessa comparação com maio do ano passado, a balança comercial de bens teve um superáit que foi meio bilhão de dólares maior, um crescimento de 8% ou passando eh de 6,4 para 7 eh bilhões de dólares no período. Enquanto no caso do déficit da conta de serviços, né, também houve um aumento eh de meio meio bilhão. O déficit na conta de serviços era 4,6, passou para 5,2 eh bilhões de de dólares nesse período, um aumento de quase 12%, né? Então o resultado total eh permaneceu estável, mas com o aumento no superavit na balança comercial de bens e o aumento no déficit na balança comercial de serviços, né? E, né, nos casos, a renda primária também é um um um variável bastante relevante das transações correntes e ela permaneceu estável. Mais à frente a gente vai ver que teve uma redução eh no déficit de juros, um aumento no déficit de de lucros e dividendos. Mas bom, olhando então eh o resultado do saldo comercial de bens, né, que teve essa ampliação do saldo, chegou a sete eh bilhões de dólares. Eh, no mês, esses 8% eh de crescimento no no superait comercial eh ocorreram pelas exportações crescerem acima das importações. Ou seja, eu acho que é importante falar que ambas cresceram, aumentaram as exportações em 6,4%, aumentaram as importações em 5,9%. Ambas as eh os lados, digamos assim, da balança comercial cresceram, ou seja, a corrente de comércio do Brasil cresceu. Eh, mas com um crescimento das exportações acima do das importações, teve um aumento, né, no superáis. O que que a gente viu nos dados de exportações e importações, né? Aqui um resumo breve, como vocês sabem, os dados de exportações e importações de bens do mês de maio, eles já foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, eh, que a CESSEX então é é a fonte primária desses dados e eles têm todas as desagregações necessárias. Pegando então os dados da CESEX, nós vimos um crescimento nas quantidades exportadas de soja, né? no caso das exportações, eh um crescimento, eh, nos preços dos combustíveis exportados pelo Brasil com alguma redução de quantidades. Então, com isso, né, a gente teve esse crescimento e continua a gente tendo exportações eh ou nos níveis record da série ou próximas dos níveis records, né? Eh, se a gente olhar o resultado acumulado de janeiro a maio, se a gente olhar o resultado acumulado em 12 meses, ambos são recordes históricos da das exportações no conceito de balanço de pagamentos. A gente vai ver uma coisa similar para as importações. Como eu disse, as importações cresceram, né? Nesse mês a gente tem importações de veículos, principalmente veículos elétricos, eh, crescendo mais. Eh, no caso de combustíveis, a gente também tem um cenário eh similar do que a gente viu nas exportações, aumento de preços, mas redução de quantidades. Eh, e no caso das importações também nós estamos eh digamos assim rodando com importações em valores próximos dos recordes das séries históricas do Banco Central, né? Isso é verdade, também acumulado no ano, eh, e para, eh, o acumulado em 12 meses, tanto nas exportações quanto nas importações, mostrando que a gente tem eh também a corrente de comércio em níveis recordes, né? Então, eh a claro, a gente para fazer um cenário de transações correntes, para olhar transações correntes, nos interessa principalmente o super, né? ou seja, o valor líquido das exportações menos as importações. Mas pro conjunto da atividade econômica como um todo, a corrente de comércio também é relevante, ela tem crescido, né? Então, acho que isso olhando os resultados de maio, quando a gente olha os resultados acumulados de janeiro a maio, os primeiros 5 meses do mês, nós tivemos um déficit corrente que acumulou 25,1 bilhões de dólares, eh, com com uma redução de 9,3% em relação ao mesmo período do ano passado, que foram 27,7 bilhões, né? Então, embora a gente tenha tido nos últimos dois meses em abril e maio, uma estabilidade nessa comparação interanal, quando a gente olha o acumulado dos 5 meses, ainda há uma redução, né, no déficit corrente. Se a gente observar o que aconteceu para essa redução, a gente tem o efeito do aumento do superaft da balança comercial, eh, e o crescimento do déficit de serviços e o crescimento do déficit de renda primária, eles não foram suficientes para, digamos assim, fazer frente ao aumento do superáit. Então, o o aumento do superá comercial de bens prevaleceu, né? Na balança comercial, portanto, a gente teve eh acumulado de janeiro a maio um superte de 28,7 bilhões, né? Isso é quase 8 bilhões de de dólares de crescimento, né? Eh, quando a gente olha o déficit de serviço, ele cresceu 1,2 bilhão e déficit de renda primária 4,4 bilhões, né? Então, eh, esses dois déficits somados, serviço e renda primária, cresceram um pouco menos de 6 bilhões, enquanto que a balança comercial, o superavit comercial cresceu quase oito, né? Então essa é a diferença, né, das dinâmicas das contas que o superavit comercial tem crescido de forma mais dinâmica e tem impulsionado a redução, né, no déficit em transações correntes. É, nos últimos 12 meses eu já acabei antecipando, né? A gente tem um déficit de 64,1 bilhões que tá em valores nominais estável estável desde maio de março, março, abril e maio, a gente tem eh sempre 64,1, 64, eh, bilhões de dólares. Mas quando a gente mostra esse mesmo resultado como percentual do PIB, né, claro, a gente tem um crescimento do PIB eh pelo crescimento da atividade econômica. a gente também teve no período um crescimento do PIB em dólares, né, pela apreciação cambial. Então, eh, quando comparado com as as transações correntes com o percentual do PIB, a gente tem visto, eh, uma redução recente, né, nesse mesmo período de março a maio, eh, em que o valor nominal tá mais ou menos, tá estável, ah, houve uma redução de 2,7 para 2,6% do PIB, né, quando a gente compara o PIB com as transações correntes. Quando a gente compara com, digamos, maio do ano passado, essa redução é ainda maior, né? Em maio do ano passado, o déficit corrente estava na faixa de eh 75,3 bilhões, reduziu para 64,1, né? Uma redução de 11 eh bilhões de de dólares. Eh, como o percentual do PIB, ele era em maio 3,5 e agora tá 2,6 eh% do PIB, né? Então, reduziu 0,9 ponto percentual do PIB. A gente tem eh no numa trajetória, se você olhar o gráfico um, né, do texto que acompanha nota para imprensa, tem essa trajetória de redução eh nesse período mais longo, na comparação dos 12 meses encerrados em maio de 25 com maio de 26 e na ponta, eh, uma estabilidade quando você observa os valores nominais. Então essa é a, digamos assim, de um modo geral, a primeira parte, né, do tema das transações correntes. Eh, a segunda parte da dessa apresentação geral sobre o balanço de pagamentos são é os principais indicadores, as principais rubricas da conta financeira, né? o balanço de pagamento tem as transções correntes e o seu financiamento. Então, na conta financeira, a rubrica de maior destaque são os investimentos diretos no país. E agora no mês de maio, nós tivemos ingressos bastante significativos, né, de 8 bilhões de dólares em termos líquidos, né? Se a gente fizer a comparação usual com maio de 2025, houve um crescimento, eh, o o o ingresso líquido de IDP mais do que dobrou. Ele passou de 3,9 bilhões eh em maio de 2025 para 8 bilhões agora em maio eh de 2026. Eh, o principal o principal fator eh por trás desse crescimento eh foram os investimentos chamados em, eh, participação no capital. Eh, é sempre bom lembrar, o investimento direto no país tem três componentes, né? Dois deles integram a participação no capital, que são novos aportes feitos pelas eh empresas controladoras ou os investidores externos nas empresas no país, eh no capital dessas empresas no país. Enquanto o terceiro item são as operações intercompanhia, aquelas operações de empréstimo entre a matriz no exterior e a subsidiária no Brasil ou em qualquer outros qualquer outras duas empresas que façam parte do mesmo grupo econômico, né? Se a gente olhar eh os dados de maio agora, esses 8 bilhões, eles representaram crescimento de 4,1 bilhões em relação aos 3,9 lá de maio de 25. Eh, e todo esse e esse crescimento aconteceu eh nas duas parcelas da participação do capital. A primeira delas é a participação do capital, exceto reinvestimento de lucros. Ou seja, são de fato aqueles novos investimentos que vêm diretamente da matriz. eh no exterior para as empresas aqui no Brasil, né? Então, nesse caso eh só de novos investimentos, nós tivemos em termos líquidos três bilhões de dólares no mês de maio, enquanto que no ano passado foi um, nesse mesmo período do ano passado, foi um pouquinho a menos de zero, ou seja, lá em maio de 25 houve uma eh um pequeno movimento de desinvestimento em termos líquidos, ou seja, empresas eh estrangeiras venderam as suas participações aqui, retornaram com dinheiro paraa matriz. esse movimento eh diminui a base de comparação lá de maio de 2025, não aconteceu agora em 26, mas é mostrando que essa foi uma das razões do do crescimento. Eh, por outro lado, a gente tamb v também uma maior parcela dos lucrosidos pelas empresas estrangeiras que atuam no Brasil, que foram retidas por essas próprias empresas. Ao invés de enviar paraas suas matrizes, retiveram esses lucros. Isso é claro, o reinvestimento de lucro, que também eh cresceu de forma significativa, atingiu 4,4 bilhões de dólares, mas eh cresceu 2,2, ou seja, ajuda a explicar, né, esse crescimento. pelo lado dos dos empréstimos intercompanhia, nós tivemos um menor eh ritmo de de novos empréstimos, né, em termos líquidos, né, pegando os novos empréstimos menos a amortização de empréstimos anteriores. Eh, nós tivemos aí 0,6 eh bilhão de dólares. Então, eh, de fato, esses 8 bilhões de investimentos, eh, diretos no país são, principalmente, eh, novos investimentos em participação no capital por parte das empresas estrangeiras em suas subsidiárias aqui no país. Eh, se a gente comparar na série histórica com os dados de maio, né, esse é o foi o maior ingresso líquido de investimento direto no país desde maio de 2019. lá em 19 foi 8,3 bilhões. No acumulado do ano, de janeiro a maio, né, nós temos ingressos líquidos de 37,9 bilhões de dólares em investimento direto no país, com um aumento de 17,5%, né, já que de janeiro a maio, do ano passado foram 32,3. eh também mostrando uma tendência de crescimento que a gente já observa eh há vários meses. Eh os os novos investimentos, né, e os reinvestimentos reinvestimentos de lucro também foram os principais responsáveis por esse crescimento. Se a gente olhar com foco nesses novos investimentos, houve um crescimento de 50% de janeiro, maio dia 25 para janeiro, maio dia 26, somando 4,6 eh bilhões de crescimento, né, nesse período. Eh, os reinvestimentos de lucro também continuam crescendo. E se a gente olhar na naquela comparação que a gente faz com a série histórica do Banco Central, né, em termos nominais, esse é o maior ingresso desde maio, de janeiro a maio de 2012, né? Lá em janeiro a maio de 12 foram 39 bilhões, agora 37,9. nos últimos 12 meses, né, aquelas informações que estão na tabela 13, eh, da nota paraa imprensa, a gente tem eh de novo, assim, a superamos a o limite de 80 bilhões de de dólares, né, aquele limear, né, que a gente tava até nos 12 meses até abril em 79,2. Com esse crescimento, a gente chegou a 83 eh, bilhões. A gente tinha também superado eh esses 80 bilhões de dólares brevemente em novembro eh de 2025, né? Tinha 83,1 bilhões. Depois ele reduziu um pouco. A gente tem eh ao longo deste ano flutuado eh na faixa entre 75, né, e 80 eh bilhões de dólares, um pouco mais de 80. Agora, o percentual do PIB 3,4 eh% do PIB, né? Se a gente faz aquela comparação visual entre, né, o déficit em transações correntes, a sua principal fonte de financiamento, que são os investimentos diretos no país, né, a gente tem uma uma diferença de quase eh 20 bilhões de dólares, 19,2 bilhões para ser mais preciso, né, com o investimento direto sendo maior do que o déficit de corrente em quase 20 bilhões. São 83,3 contra 64,1, né? Então isso mostra eh que os investimentos diretos, aqueles investimentos de longo prazo em atividades eh econômicas no país, eh tem sido mais do que suficiente para financiar, né, o déficit em transações correntes, né? Eh, o outro destaque na parte da contas financeiras da eh do balanço de pagamentos brasileiro em maio foram as saídas de recursos nos investimentos em carteira, né? Nós sempre chamamos atenção que eh existe uma qualidade diferente entre investimento direto, investimento em carteira. O investimento direto são relações de mais longo prazo de empresas eh estrangeiras investindo no na nas empresas brasileiras com a intenção, né, de ficar aqui de permane que esses investimentos permaneçam por longo prazo. Então ele tende a a ter sempre valores positivos, né? eventualmente ele apresenta um outro valor negativo, mas a tendência da série é toda positiva. E isso é diferente do que a gente vê nos dados do investimento em carteira, né? Os investimentos em carteira, a gente sempre foca aqui eh nos investimentos em carteira no mercado doméstico, que são aqueles investidores estrangeiros que eh enviam recursos para aplicação em ações, fundos de investimento e eh títulos de renda fixa no mercado doméstico denominado em reais, né? Então esse tipo de recurso a gente também tem como a fonte de financiamento muitas vezes, mas eles oscilam ingressos e saídas às vezes mensalmente, né? A gente tem um mês de ingresso, um mês de saídas, eh, e eles, em termos líquidos tendem a apresentar eh valores menores no acumulado em 12 meses, por exemplo, do que do investimento direto dado essas entradas e saídas. Este mês de maio, por exemplo, foi um mês de saídas, né? Nós tivemos saídas de 5,2 bilhões nos investimentos em carteira no mês de maio, com saídas tanto em ações e fundos de renda fix fundos de investimento 2,4 bilhões, quanto em títulos de renda fixa 2,9 bilhões. Ou seja, essas saídas de 5 bilhões foram mais ou menos bem divididas entre as os seus dois componentes, né? >> [roncando] >> Eh, no acumulado do ano, nós de janeiro a maio, nós continuamos continuamos tendo ingressos positivos, né, acumulados no, nos primeiros meses do ano. Eh, 7 bilhões de de dólares. Se a gente tiver uma comparação no de janeiro a maio do ano passado era 1,5 bilhão, agora a gente tá em 7 bilhões. E nos últimos 12 meses, os ingressos líquidos acumulam 20,8 bilhões de de dólares, né? Ou seja, mesmo com as saídas, agora nós temos ingressos positivos quando olhando olhamos períodos mais longos e eh é eh eh é é da própria natureza, né, do comportamento desses desses recursos na série histórica, que você alterne, né, ingresso e saídas muitas vezes como realização de lucros e e isso não é uma indicação, né, de como vão ser os fluxos nos períodos seguintes, né? Eh, então esse é um cenário, né, do balanço de pagamentos brasileiro entre eh o déficit em transações correntes e as condições de seu financiamento, mostrando uma situação bastante sólida das contas externas brasileiras. E agora queria fazer mais dois comentários sobre a conta de serviços e a conta de renda primária, né, que é acho que dão mais detalhes sobre os eh as transações correntes e depois a gente passa para as perguntas que vocês eventualmente tenham, né? No caso de serviços, como eu já havia mencionado, nós tivemos um crescimento, né, do déficit no mês, crescimento de quase 12%, 11,8. Nós chegamos a um déficit de 5,2 bilhões de dólares no mês, né? para meses de maio, esse é um déficit elevado. No mesmo nível eh do recorde de maio de 2014, em ambos os casos, 5,2 bilhões. Se a gente abre mais casos decimais, o maio de 2014 foi maior. Ah, mas a gente tem a manutenção daquele cenário que a gente vem falando nota após nota, em que a gente tem um crescimento no déficit, eh, na conta de serviços, eh, chegando a níveis recorde, também com recorde tanto nas receitas quanto nas despesas. Ou seja, eh, fazendo aquela mesma avaliação que a gente fez paraa Balança Comercial de Bens, se a gente calcular uma conta, uma corrente de comércio de serviços, ou seja, somando as exportações com as importações, nós também estamos em valores récords, né, mostrando, né, uma maior integração da economia brasileira, internacionalização da da economia brasileira, a maior demanda eh de residentes no Brasil por serviços prestados por não residentes, mas também um crescimento das receitas, né, ou seja, das exportações de serviços. eh de empresas residentes no Brasil para para pro exterior, né? Eh, então a gente tem recorde nas receitas com exportação de serviços, a gente tem recorde na receita, nas despesas com importações de serviços em qualquer modalidade que você, em qualquer espaço, intervalo temporal que vocês queiram, no mês, no acumulado do ano, em 12 meses. E isso é uma coisa que tem se repetido mês após mês, especificamente no mês de maio. Eu acho eh interessante observar que a gente tem cinco rubricas cujos déficites eh mensais eh individuais, né, considerado cada uma das rubricas, em todos os cinco casos ultrapassaram 1 bilhão de dólares, né? A gente, essas contas são viagens internacionais, transportes, telecomunicação, computação e informações, serviço de propriedade intelectual e aluguel de equipamentos. Todas essas cinco rubricas no mês de maio tiveram déficits acima de 1 bilhão de dólares. A gente tem na conta de viagens eh um crescimento, né, das despesas líquidas com viagens internacionais. a gente tem na conta de transportes, né, uma conta também estruturalmente deficitária, né, vinculada [limpando a garganta] a um a a uma grande eh demanda por por eh fretes, por exemplo, de empresas eh não residentes que prestam serviço de fretes para exportar as mercadorias brasileiras ou ou mercadorias estrangeiras que chegam no Brasil. Essa conta de frete tem eh diminuído a a o seu dinamismo, né? ela tem um nível estável, mas não tá mais eh crescendo de forma tão significativa. A gente tem duas rubricas que crescem eh nos últimos períodos, meses nos últimos anos, de forma bastante eh dinâmica, que são as despesas com telecomunicação, computação e informações e o pagamento de serviço de propriedade intelectual. Essas duas rubricas têm vinculação, eh, digamos com os novos serviços digitais, né, de plataformas, streamings, eh aluguel de conteúdo e uma série de de desses serviços cujas empresas eh promotoras de desse tipo de serviço são basicamente empresas estrangeiras que t subsidiários no Brasil e a relação entre elas tem esse pagamento de de serviço. E por fim, aluguel de equipamentos, que é bastante vinculado com investimentos na e na economia brasileira, né? são empresas residentes no Brasil que compram compram não, desculpe, contratam eh eh investimentos, plataformas eh ou outro tipo de de equipamentos para auxiliar nas suas atividades produtivas, né? também nesse caso há muito eh aluguel ou leasing de aeronaves. Então, eh essas cinco contas todas tiveram eh um desempenho acima de um déficit acima de 1 bilhão eh de dólares no mês de maio. No caso da renda primária, eh a gente teve um déficit estável, eu já havia mencionado isso, né? um déficit de 5,5 eh bilhões de dólares, a gente teve uma diminuição eh nos na conta de juros, né, e um crescimento na conta de lucros e dividendos. Na conta de juros, eh, a remessa líquida pro exterior foi de 1,4 bilhão de dólares, uma redução de 18% no ano. É, principalmente porque enquanto as despesas permaneceram estáveis, né, ou seja, o pagamento de juros sobre a dívida externa brasileira ficou estável em maio de 26 contra maio de 25, as receitas cresceram, né, entre o crescimento das receitas estão as receitas com reservas internacionais, aquelas eh fruto das aplicações das reservas eh do Banco Central eh pelo Banco Central no exterior. No caso de lucros e dividendos, a gente teve um um crescimento de um pouco menos de 7% no mês de maio. Elas chegaram a 4,2 bilhões. E aqui a gente tem um crescimento tanto nas receitas quanto nas despesas, né? O sear percentualmente o crescimento das receitas tem um um valor maior, né? a gente teve uma base de comparação baixa em maio de 2025, mas eh no caso das despesas, elas mantém uma trajetória de crescimento, ou seja, essas despesas de lucros e dividendos são aqueles lucros que as empresas de capital estrangeiro que atuam no Brasil oferem e em fruto da sua atividade. A partir desse lucro, ela pode basicamente fazer duas coisas: ou remeter paraa sua matriz ou eh reinvestir na sua na própria empresa aqui no Brasil. Esse lucro que eu tô mencionando é a soma dessas duas parcelas. Ele tem crescido, né, em função da do do crescimento da economia brasileira, da rentabilidade que se obtém aqui. No mês de maio chegaram a 6,9 bilhões de dólares, né? Então, e também estão em valores recordes da série em termos nominais, seja eh no mês de maio, no acumulado do ano, em 12 meses, às vezes eh bate o recorde, às vezes chega muito próximo desse nível, mas os patamares estão eh dentre os maiores da série, né? Um último comentário, né, antes de passar para as perguntas, é sobre as despesas líquidas eh de residentes no Brasil com a compra de criptoativos. Essa compra de criptoativos tem sido um um destaque nas nas rubricas do balanço de pagamentos. Eh, uma demanda basicamente por stable coins ou como gostam de dizer os os estatísticos, os compiladores das estatísticas do setor externo, né? Aquela modalidade de criptoativos que tem e emissor definido, né? Tem algumas criptomoedas que têm um emissor definido, digamos assim, um responsável por aquele passivo. Eles são basicamente stable coins, que aquele responsável, o emissor garante a a estabilidade dessa da cotação dessa criptomoeda em relação a algum outro ativo financeiro. Na maioria a nas principais eh stable coins negociadas na economia brasileira são a paridade com o dólar, né? Então, essas contas estão na conta, essas rubricas estão na conta financeira do do balanço de pagamentos eh brasileiro. Na na nota para imprensa estão apresentados na tabela 11. E a gente teve uma despesa líquida eh de 2,6 bilhões no mês de maio, né? bastante superiores a maio do ano passado. A gente tem visto esse crescimento no mês de maio foi 158% de crescimento, uma vez e meia maior do que as despesas no mês de maio, mostrando que esse tipo de ativos tem tido uma demanda grande, né, por parte de de residentes eh no Brasil. Bom, com isso eu encerro as a apresentação que eu tinha preparado aqui, devolvo a palavra pro Nathan e agora tá com vocês para para as perguntas. Obrigado. >> Eh, Mariana Walter, tá, né, da Broadcast. Eh, eu queria perguntar, Rocha, sobre essa questão da conta corrente em 12 meses, né? Eh, pelo que eu entendi, em valores correntes, ela tá ali meio estável, mas em porcentagem do PIB ela tem diminuído. Qualquer leitura que a gente pode fazer, tem algum fator por trás disso? Não tá acompanhando a atividade econômica. O que que a gente pode entender desse número? Agora fui eu que desliguei meu microfone aqui. Como né, na parte da estatística, vamos primeiro olhar eh o o número em si, né? Eh, quando a gente olha o déficit de corrente com o percentual do PIB, eh a gente tem duas formas de ver isso, né? num período mais longo, e a gente olha assim, são 12 meses até maio de 26, 12 meses até maio de 25, a gente tem uma redução, né? Se você olhar os dados da tabela 13, ela estava em maio de 25, era 75,3 bilhões, caiu para 64,1, uma redução de uns 15% mais ou menos. Se você olhar com o percentual do PIB era 3,5, passou para 2,6, né? Se a gente arredondar, seria um ponto percentual do PIB, né, 0,9, se você quiser mais precisão. Então, nesse período mais longo, a gente de fato tem uma uma redução, né, do déficit em transações correntes. Eh, a gente pode dizer que é um período eh de desaceleração da atividade econômica no Brasil, né? Se você olhar, por exemplo, eh, em 2025, a gente teve, eh, um, um crescimento do PIB acima de dois no ano inteiro, né? E agora, com as projeções divulgadas pelo Banco Central ontem, a gente tá prevendo dois. É uma redução eh uma desaceleração eh pequena da atividade econômica, mas se você olhar em 2024, eh, o número que eu tenho de cabeça é 3,4% de crescimento do PIB. Então se desacelera de 2024 para 2025. E como a gente tá olhando 12 meses até 25, a gente tá, digamos assim, pegando metade desses 3,4 de 2024 e metade do 2,3 de 25. Então a gente tem uma desaceleração aí e a redução no déficit em transações correntes faz sentido em relação a isso. Se você olhar na ponta, né, que é essa é a primeira forma de ver uma coisa mais longa, se você olhar na ponta de março até maio, esse número tá estável em 64%. eh, e desculpe, em 64 bilhões, mas com o percentual do PIB caiu de 2,7 para 2,6. Eu acho que isso é uma eh redução relevante quando a gente olha em eh dois meses, basicamente, né, passa de março para abril e de abril para maio. E aí é que é aquela questão eh digamos assim, mais técnica dos dos dados, como eles são construídos. Eh, esse PIB que a gente tá olhando é o PIB em dólares, né? Esse PIB em dólares cresceu, digamos assim, a eh o PIB em reais cresce, ele tem uma tendência de crescimento, tá tá tá crescendo ao longo do ano e tal, mas o PIB em dólares cresceu mais do que o PIB em reais, porque a taxa de câmbio eh apreciou eh nesse período. Então, quando a gente olha, digamos, a parte de baixo, né, o o denominador, eh o PIB cresceu eh em dólares mais do que o PIB em reais por causa da apreciação. Então isso ajuda a trazer eh o resultado como percentual do PIB para baixo. Quando a gente tem a comparação desse ano com o o ano anterior em abril e maio, a gente não viu mais esse movimento de continuada de queda na no déficit de corrente, a gente viu uma uma estabilidade. É, e aí a gente tem esse câmbio apreciado também, eh, reduz o preço da das da das aquisições externas que você quer fazer, seja de bem, seja de serviço. E uma tradução bem direta que os usuários sempre gostam de fazer é você tinha um câmbio de, sei lá, 5, 3, 5, 5,5, por exemplo, eh, o R$ 5,5 para cada dólar. para fazer uma viagem internacional. Eh, isso tinha um custo. Se esse câmbio reduz, eu acho que eles ele ficou menos de cinco, né? Reduz para, sei lá, 4,9, eh, a sua viagem transcional vai ser mais barata. Então, se a sua viagem transcional vai ser mais barata, você pode fazer uma viagem que você não tava querendo fazer antes, que não tava podendo fazer antes, ou eh aumentar a duração da viagem que você tinha planejado já. Então, eh, também esse tem esse o efeito do câmbio, dessa apreciação do câmbio, né? Ela é tanto no denominador que aumenta o PIB, quanto no torna esses serviços eh externos mais eh baratos, né? Então, tem esses efeitos, eu acho que a tendência principal é essa tendência de de redução, né, no déficit corrente, que ele faz sentido com a desaceleração da economia, se você olhar do 24 para 25 e 25 para 26. Bom dia, Hamilton Ferrari do Valor Econômico. Eh, o senhor tinha dito que o saldo de investimentos diretos no país somou aí 37.9 bi no acumulado do ano, né? Esse é o maior valor desde 2012. Eu queria saber se esse movimento de crescimento tem sido global, é uma característica somente do Brasil. Eh, e o BC consegue detalhar quais são os setores que têm mais atraído investimentos nesse período? Também na salinha, eu queria entender o que que aconteceu com as operações de intercompanhia, que teve uma queda aí de 3 bilhões, né, no acumulado de janeiro a maio. O que o que se deve a esse movimento? Obrigado. Opa. Eh, ótimas questões, Amilon. Obrigado. É, começando pela parte do dos setores e que que estão representados no investimento direto no país, eh no site do Banco Central a gente tem eh o link estatísticas, né, esse link principal. Dentro do link estatísticas, você pode clicar em tabelas especiais, né? nessas tabelas especiais, procura lá o setor externo. Quando você chegar no setor externo, você vai ver lá, né, fluxos de investimento direto, distribuições pro país ou setor eh de atividade econômica, né? Então, a gente tem aqui investimentos diretos no país, participação no capital, eh uma planilha aqui que é rapidinho de de fazer download. Os dados dessa planilha, eles são eh trimestrais, eles são anuais, na verdade, e o ano em curso a gente vai fazendo atualizações trimestrais. A gente não faz atualizações mensais porque assim, claro, para os países grandes, dois ou três, cinco grandes investidores, a gente tem todos os meses uma quantidade significativa de investimentos. Mas quando a gente vai para países eh um pouco, não são nem menores os países assim do do nível intermediário de investimentos no Brasil, se a gente faz eh mensalmente, a gente muitas vezes tem eh uma quantidade muito reduzida de operações por país, a mesma coisa por setor. Então a gente tem eh regras de confidencialidade estatística, então a gente acaba divulgando trimestralmente para evitar. Eh, então a gente já divulgou de janeiro a maio e a gente eh no na próxima nota, né, quando divulgar junho, a gente vai divulgar os dados de de janeiro, acumulado de janeiro a junho. Então, se você olhar, né, os dados acumulados de janeiro a maio, a gente tem eh, deixa eu ver aqui o que que tem. eh o o principal eh dos investimentos diretos no país em setores são os investimentos recebidos eh pelo setor de serviços financeiros e atividades auxiliares, né, basicamente bancos ou eh outras instituições eh financeiras. Na parte de serviços também nós tivemos o comércio, né, exceto o comércio de veículos que a gente classifica numa atividade específica, mas o setor de comércio, né, também recebeu eh valores mais significativos. Na parte da indústria, nós tivemos eh investimentos no setor de produtos alimentícios. Eh, no também no sempre falando do primeiro trimestre, nós tivemos eh investimentos em máquinas, aparelhos e materiais elétricos no setor de eh celulose e e produtos papel, na metalurgia, eh dentro do setor primário, né, da economia, os investimentos foram principalmente na extração de minerais metálicos e extração de petróleo, eh, e gás natural. Ou seja, eu diria que eh se a gente olhar os setores, eh claro, você pode olhar que a porque aconteceu num determinado setor, outro tal, mas basicamente eu eu diria que eh é um resultado esperado, né? Você olhar atividades financeiras a gente tem eh consegue nomear assim não só os bancos que são de controlados com capital estrangeiro, mas bancos nacionais que também tm participação estrangeira. Se a gente olha o setor de celulose, acho que é a mesma coisa. Se a gente olha metalurgia, exportação, extração de minérios, então acho que tão tão setores eh bem mapeados, sem sem surpresa, né? Então, a primeira parte é a contribuição. Você pode fazer a mesma coisa para operações intercompanhia, tá? Tem uma tabela lá de operações intercompanhia. Só para dar os exemplos aqui, eu olhei participação na capital, que são os principais ingressos nesse período. Eh, mas a tabela tá lá, eh, eh, se quiser olhar, é só essa. [roncando] Eh, então aí sobram duas perguntas sobre o o investimento direto. A primeira é explicar qual é a diferença, por que que se dá essa diferença entre participação no capital e operações intercompanhia. O primeiro ponto é do ponto de vista das estatísticas de balanço de pagamentos que são feitas a partir de uma avaliação econômica desses fluxos, eh em todos os casos, seja nos novos investimentos, né, quando uma eh uma empresa no exterior cria do nada aqui uma empresa no Brasil, ou então ela pega a empresa que ela já tem e manda mais dinheiro para capitalizar essa empresa, ou se ela compra uma empresa brasileira que já existe, todos esses fluxos são eh capitais externos. investidos nas empresas aqui para direcionar as atividades dela no mercado doméstico ou exportação. O que que quer o que quer que essa empresa faça. Quando a gente tá tratando de eh lucros reinvestidos também a mesma coisa, né? Essa empresa que já existe aqui numa relação de investimento direto já estabelecida, ela teve um lucro e esse lucro eh ela podia mandar para pra matriz e distribuir pros acionistas e tal. ela preferiu reinvestir aqui. Então é uma outra forma dela botar mais recursos externos à disposição da empresa no país. E a terceira forma que são os empréstimos intercompanhia, ela faz a mesma coisa eh de mandar dinheiro novo pra empresa, mas numa modalidade diferente. Agora ela tá fazendo uma operação de crédito, então ela emprestou esse dinheiro e ela vai ser remunerada eh pelo pagamento, né, do principal do da operação de crédito. E é muito comum aqui a gente ter rolagem dessas operações, né? Então eu fiz uma operação de crédito da empresa estrangeira pra empresa brasileira. Essa operação teve duração de 2, 3, 5 anos. Ao final ela é rolada. Isso é muito comum, a gente observa nos registros do Banco Central. E o tipo de remuneração que o o acionista estrangeiro vai obter são juros. Então, é uma troca se eu quero ter lucros ou juros. Isso depende do balanço da da matriz, assim, das condições da filial. O juros é um uma remuneração previamente estabelecida, fixa. Mas o que eu acho para chegar na tua resposta é que eh na medida que a empresa faz o o empréstimo intercompanhia, ela tem as condições de pagamento, né? Ela pode amortizar tudo no final ou ir pagando prestações e tudo, mas é uma operação com um prazo determinado. Então, a gente tem eh nas eh o ingresso líquido nesse mês foi 0,6 bilhões bilhão, as amortizações foram 8,7, né? No mesmo período do ano passado tinham sido 4,9, né? Então passou de cinco para quase nove. Aqui a gente não eh às vezes tem antecipação de pagamento posterior, a gente não viu nada. de diferente. Eles cumpriram um cronograma, então, por alguma razão, teve uma concentração maior de vencimentos no mês de maio, ampliou o pagamento do cronograma. E quando a gente fala dos dos ingressos, o os ingressos também cresceram, né? Eram 6,7 lá em maio de 25, passaram para 9,3 em maio de 26. Eles cresceram por quê? por duas razões. Uma parte disso é tendo maior amortização prevista para esse período, também ter maior ingresso, que é aquela parte da rolagem que eu que eu mencionei. Então, na rolagem a gente sempre registra a amortização e registra um novo crédito, né, um novo eh desembolso. Mas esse crescimento do crédito ficou a quem? Nem tudo foi rolado, uma parte foi foi paga e esse valor diminuiu. Então, eh, na verdade, eu acho que o o ponto ali que faz a diferença é que tinha um cronograma prédefinido de pagamentos que se concentrou no mês de maio. Eh, além disso, eu não vejo nada eh demais. Eh, em relação a a mencionar eh se esse ingresso de investimento direto tem sido uma característica especificamente brasileira ou uma ou uma característica global, eh nós em geral recorremos ou pros balanços de pagamentos dos países, né, no exterior para ver essa esse desempenho dos do dos demais países, mas principalmente nós olhamos as estatísticas consolidadas de eh do FMI, da OCDE ou da UNTA, né, com organismos internacionais que consolidam isso e eles tipicamente lançam dados eh de uma forma mais defasada do que nós temos disponíveis, né? Então, a gente tem eh que eu lembre que os dados do da UNTAD, do World Investment Report, das atualizações pro ano passado, né, de de 2025. Eh, se eu não me engano, a atualização do Word Investment Report é semestral, então a gente não tem isso ainda. Eh, os dados da OCDE, eu acho que são eh, assim como do FMI, eh, o padrão, né, de reposto das informações de investimento direto são trimestrais. E, eh, eu eu não sei os os dados do primeiro trimestre desse ano, se eles já foram divulgados pelos pelos respectivos organismos internacionais. Eh, então a gente pode eh tentar levantar o que o que que já existe. A gente não vai ter nada até maio, né? Mas a gente pode ver se já saiu a comparação do primeiro trimestre da ou do FMI ou da CDE e depois eh informar o o Natan e assessoria de imprensa para distribuir para todos vocês. >> Milton. Eh, então eu tenho duas perguntas aqui, Rocha. Eh, um colega da Riteras aqui, se eu não me engano, Thomson, acho que é assim falando ele, ele quer confirmar uma informação aqui para ver se ele tá entendendo corretamente. Ele fala o seguinte, ele tá com a tabela aberta, ele fala: "É correto eu dizer que pelos dados da nota, os dividendos remetidos para fora de janeiro a maio, foram de 10.26.000 000. Aí ele tá falando que isso tá na linha 21 da tabela 4 mais 2.99, linha 31, que aí totalizaria 13,262. Isso em dólar. E aí eu já faço uma segunda pergunta ou >> só só um instante, >> tá bom? Ele quer comparar a tabela, a, desculpe, a linha 21. >> Linha 21 da tabela 4. >> Mas são duas linhas que ele falou. E a outra linha que é 31. >> 31. Isso. >> H. Bom, eh, então, deixa eu só, eh, comentar duas coisas. a os lucros, eh, vamos eh, a ir ir eh abrindo a a cebola, né? Então, a gente tem no balanço de pagamentos lucros e dividendos. Esses lucros e dividendos, eles são o total líquido de eh entre receitas e despesas. receitas são os lucros que as empresas de capital brasileiro que atuam no exterior lucros, né, que são de propriedade dos seus controladores, que são brasileiros. E a despesa é o inverso disso, a empresa de capital estrangeiro que atua no Brasil e que o lucro de fato é do controlador no exterior. Essa é a primeira dimensão. Mas aí a pergunta da Roitas é para ir desagregando isso. Então a gente tem primeiro duas duas a primeira forma de fazer isso é separar entre receitas e despesa. O foco da Roitas é na despesa. Beleza? a gente tem dois tipos de eh despesas, a despesa a a dos lucrosidos pelas empresas de investimento direto e os dividendos do mercado de capitais, né? Eu fiz o investimento em carteira, comprei uma ação, ela me deu um dividendo, tal, mas eu sou o dono daquela empresa, eu fiquei com o lucro dela. Então são são duas coisas diferentes. É isso que ele quer somar na linha 21 com a linha 31. É exatamente isso, a despesa dos lucros eh tanto das empresas de investimento direto na linha 21, quanto das empresas de investimento em carteira na linha 31. Mas aqui ele tá pegando apenas a parte dos luxos dividendos remetidos no caso das eh empresas de investimento direto. Remetidos são aqueles que a empresa aferiu o feriu o lucro aqui, efetuou um contrato de câmbio, outro qualquer outro instrumento de pagar pro exterior e mandou esses lucros paraa sua eh matriz no exterior. Então, para as empresas de investimento direto foram 2 bilhões e das empresas de investimento em carteira foi 0,4 bilhão. Se você somar essas duas partes, dá 2,5 bilhões. Eh, tá OK. São os números que ele tem aí. >> Isso. >> Perfeito. Então, a primeira parte foi >> OK. E aí, só corrigindo aqui porque eu não tinha enxergado, só tinha enxergado o nome do veículo aqui, é a Marcela Marcela Aires da Roa escondidinho aqui no final. Tá ótimo. >> E aí ela tem outra, uma segunda perguntinha aqui junto que é o fato de a receita estar reportando baixa tributação sobre esse universo, fortalece a hipótese de que boa parte desse volume corresponde à antecipação da distribuição de dividendos declarados até o fim do ano passado? >> Eh, [limpando a garganta] bom, eh, os, eh, nós estamos no começo de 2026. a gente tá pegando os dados até maio. Eh, uma parte a gente olhando pros lucros remetidos, né, que são aquelas, digamos assim, operações cambiais, transferências internacionais, né, em reais ou qualquer outra forma da empresa de fato mandar o lucro paraa sua eh matriz no exterior. Elas se referem uma parte disso, aos dados do primeiro trimestre de 2026, mas eh não não há nenhuma nenhum problema não não tem nenhum problema de se referir também ao ao aos trimestres finais ou ao ano de 2025, né? Eh, na parte de antecipação, exatamente que a que a Marcela quer quer mencionar, né? Eh, se a gente olhar na mesma linha 21, a gente vai ver que em maio do ano passado, eh, houve pagamentos de 2,9 bilhões que agora em maio de 2025 26 se reduziram para 2,1. Então, se a gente olhar os dados de maio, eh, não parece fortalecer a hipótese de antecipação, porque os as remessas em 2026, a não ser que ela esteja se referindo que essa antecipação aconteceu no ano passado, né? Então, no ano passado, as remessas foram maiores do que estão acontecendo no mês de maio do ano passado, foram maiores do que maio deste ano. Então, não parece favorecer uma hipótese de que as empresas estejam antecipando agora. Ela pode dizer que buscaram antecipar no ano passado. Se a gente olha, no entanto, os dados de janeiro a maio, eles são mais próximos, eh, basicamente com com pouca diferença. A gente tem 9,9 bilhões de janeiro a maio e 10,3 bilhões, 9,9 de janeiro a maio de 25, 10,3 bilhões de janeiro a maio de 26. A diferença é de 3,6%. Então essa é uma diferença pequena, né, para que a gente possa eh assim fazer uma afirmação de que tem evidências, né, no sentido de antecipação. Eh, macroeconomicamente, se eu olhar janeiro, maio de 25, de 26, eu vou dizer que a remessa de lucros das empresas de investimento direto foram eh iguais. Eh, se eu olhar na linha 31 e aí focando na remessa das eh empresas de investimentos em carteira, né, que tem os dividendo do investidor estrangeiro que que investiu em ações, elas são exatamente iguais. Se a gente olhar maio de 25 contra maio de 26, é 425 milhões contra 420. A mesma coisa. Se a gente olhar os dados do acumulado de janeiro a maio, é 3 bilhões no ano passado, 3 bilhões nesse ano. Então são exatamente iguais. Eh, também não parece dar força essa hipótese de de antecipação. Nat. >> E aí, por último, a gente tem uma pergunta do Gabriel Chinoara do J, voltada aqui para criptoativos. Ele pergunta o seguinte: "Quais fatores contribuem para a elevação da saída líquida na conta de criptoativos?" Em maio deste ano, ficou em 2,7 bilhões contra 1,1 bilhão no mesmo mês de 2025. Bom, eh eh na na questão dos criptos, né? Eu acho que a gente tem uma tendência geral de crescimento do mercado de criptos, né? Ah, a gente pode dizer que eh criptoativos são um novo eh instrumento financeiro. Não é exatamente novo porque tem surgido nesse ano, claro, mas já existe h algum tempo, mas são um instrumento financeiro novo. Eh, são, digamos assim, mais novos ainda esses criptoativos, eh, que tem um emissor, que são stable coins, né? Esse é um segundo ponto, a utilização dessas stable coins, eh, eu acho quando elas começaram a surgir, né, a avaliação inicial era para que que eu preciso de uma stable coin que é igual ao dólar, se eu posso ter o dólar, né? Mas depois disso, eh, foi sendo visto que, eh, essas transações com stable coins, elas podem ter vantagens transacionais, né, em termos de redução de custo de, eh, transação ou maior facilidade de manutenção desses de desses ativos em wallets ou com eh eh empresas que fazem essa eh custódia pro pro investedor e tudo. e elas vêm sendo crescentemente utilizadas como meios de pagamento, de liquidação de transações, né? Eh, então eu diria que os os mercados de cripto, a a razão fundamental é que os mercados de cripto estão crescendo. Eh, que esse antigamente, por se você olhar as próprias estatísticas do Banco Central, três anos atrás ou mais, a gente tinha principalmente transações com eh bitcoins ou instrumentos similares, né? Agora essa maré mudou toda e praticamente só temos transações com stable coins, né? Então o mercado de cripto tá crescendo como um todo, ele mudou para para essas eh stable coins, elas têm sido utilizadas cada vez mais como instrumentos de pagamento. Então é aquela situação em que eh uma parte grande desse crescimento não é, digamos assim, demanda nova, tá? Não, eu não tô vendendo mais do que a mini empresa produz. A minha empresa tem que produzir mais porque ela tá vendendo mais. Uma parte disso é que a demanda por a mesma venda da mesma empresa que antes era quitada com dólares, por exemplo, ou euros, qualquer coisa, é, tá sendo agora quitada por por criptos, né? Então, uma parte disso é crescimento de transações, mas outra parte é troca entre instrumentos de de pagamentos para liquidar essas informações. Eh, uma nota adicional a isso é: o Banco Central tem editado regulamentações sobre esse mercado de cripto. Dentre essas regulamentações, a gente tem demandado eh informações adicionais sobre esse mercado na forma de eh prestação eh estabelecendo uma prestação estruturada de informações das prestadoras de serviço de ativos virtuais, as prisáveis. Eh, isso tá no momento inicial ainda, né? Eu acho que ao longo do segundo semestre desse ano, a gente vai eh, pelo menos na parte de estatística, né, conhecer mais detalhes dessas transações, desse mercado e, possivelmente, no ano que vem a gente vai ter um conjunto mais robusto de informações para para informar no mercado de criptos. O que a gente tem no momento são eh as empresas que negociam criptos aqui comprando eh adquirindo e essas stable coins para oferecer paraos seus clientes, né? Então, a gente tem essa parte eh desse mercado. Então, a gente sabe que esse mercado tá crescendo, tem mais demanda para isso. Isso que reflete nos dados do balanço de pagamentos. Mas de novo, uma parte dessa, esse mercado tá crescendo, sem dúvida, mas uma parte dessa demanda é troca de, é, é a mesma transação que já seria feita antes, que em vez de ser pago de um jeito, tá sendo pago de outro jeito. Natão, >> perfeito. A Marcela lá da Reitas, ela ela tem um complemento aqui. >> Uhum. >> Ela falou o seguinte: "Mas se o volume da remessa de dividendos está tão semelhante, por que a arrecadação com essa remessa está tão baixa?" Considerando que em tese 10% desse universo estariam sujeitos a essa a essa tributação, ou seja, 10% de 13,262 bilhões no acumulado de janeiro a maio ou 1,3 bilhão de dólares, né? E aí ela acrescenta aqui que a pergunta da antecipação foi porque o texto sobre a tributação de dividendos como compensação ao aumento da isenção do imposto de renda permitiu que dividendos aprovados até o fim de 2025, mesmo que distribuídos neste ano, permanecer permanecessem isentos. Então ela queria entender, queria entender se boa parte do volume remetido para fora esse ano não parece se enquadrar nessa situação. Tava ligada, desliguei. É, veja só, eh, se a empresa 2025 já acabou, a regulamentação saiu em 2026, ou a regulamentação trata principalmente 2026 e e 2026 em diante, mas ele diz o seguinte: "Em 2025 você, 2025 já acabou, evidentemente você já teve seu lucro. seu lucro é aquele, você pode remeter para sua matriz eh os lucros de 2025 a qualquer tempo, porque eles tiveram assim, a competência deles é no ano passado e eles não estão sujeitos a essa nova líquida de tributação. Se é assim, não há razão para antecipação, porque eu posso mandar aqueles resultados de 2025 a qualquer tempo com a mesma tributação. Então, se eu tivesse enviado no ano passado, em 2025, referente ao primeiro semestre, os três primeiros trimestres, se eu mandar em qualquer momento de 26, eh, a tributação não alterou, né? Então, nesse caso, eh, pela pelo que define a a lei, parece que os resultados de ou a regulamentação da Receita Federal ou os os resultados de 2025 tão eh garantidos nesse sentido. em relação a ao cálculo, né, do valor que a Receita Federal tá arrecadando sobre as remessas pro exterior, eh ele não necessariamente bate ou integralmente, né, com o, digamos, o valor que é reportado no balanço de pagamento. muitas vezes são eh você tem determinados e tipos de remessas que incide ou não incidem e eles podem se dir sobre contrato de câmbio, outra coisa. Eu eu não sei os os detalhes disso para para averiguar, né, com nem a regul não sei os detalhes nem da regulamentação da receita, nem eh da apuração desses valores pela Receita Federal para falar, mas em tema da em relação à aquele tema da antecipação, né, pela própria definição que a Marcela deu, né, os recursos de 2025 podem ser eh remetidos a qualquer momento com alíquota anterior, então talvez não tenha uma uma razão para isso, mas eu não sei mais detalhes de fato. OK. >> Opa, >> perfeito. Então, eh eh muito obrigado a a todos. Hoje foi uma sessão rica de de perguntas e e discussão sobre mais detalhes sobre as estatísticas do setor interno brasileiro. Isso é sempre muito bem-vindo. Eh, eu quero só me despedir, então, desejando a todos um um bom fim de semana, eh, uma boa vitória na na segunda-feira e lembrando que na terça e quarta temos aqui novas sessões eh de debates e apresentação sobre as estatísticas eh de fiscais e de crédito do Brasil no mês de maio. Muito obrigado, um abraço a todos.
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