Febraban Podcast #18 - Conexão e impacto: por que marcas investem no esporte
Sumário Regulatório
O patrocínio esportivo não é apenas exposição de marca. É também ferramenta estratégica capaz de gerar conexão, engajamento e impacto real na sociedade.
No novo episódio do Febraban Podcast, discutimos como o esporte evoluiu de vitrine para plataforma de relacionamento, e por que as marcas passaram a investir em valores como inclusão, diversidade e transformação social.
A conversa reúne diferentes perspectivas do setor financeiro para explicar como o patrocínio pode ir além do retorno de mídia, contribuindo para a formação de atletas, o desenvolvimento de comunidades e a construção de reputação das marcas.
O episódio também explora o papel do esporte na criação de vínculos emocionais com o público, a importância da consistência nos investimentos e como histórias reais se tornaram um dos principais ativos desse tipo de estratégia.
Mais do que apoiar competições, o episódio mostra como o esporte pode ser uma ponte entre marcas e pessoas e um vetor de mudança social no Brasil.
Neste episódio, você vai entender:
- Por que o patrocínio esportivo deixou de ser apenas visibilidade
- Como marcas utilizam o esporte para construir conexão e engajamento
- O impacto social de projetos esportivos apoiados por bancos
- A importância da consistência para gerar resultados de longo prazo
- Como o esporte se tornou uma poderosa plataforma de storytelling e atenção
Com a participação de Patrícia Fugita (Banco BV), Alexandre Gidaro (Caixa) e Ivan Martinho (ESPM), em conversa com Majory Marcelino (Febraban).
Assista no YouTube ou ouça no Spotify.
Novos episódios do Febraban Podcast toda quinta-feira.
Ficha Técnica:
Apresentadora e Editoria-chefe: Mona Dorf
Supervisão Geral e Co-apresentação: Carlos Cidra e Majory Marcelino
Supervisão e Produção: Bianca Braga, Julia Alcassa e Leandro Lemella
Roteiro, edição e produção: Rachel Cardoso, Lizely Naoum, Patrícia Travassos e Clovis Travassos
Edição de vídeo: Leo Reali e Kris Arruda
Videomaker backstage: Kris Arruda
Gravação: Supernova Cinematográfica
Transcrição e Conteúdo
O esporte se tornou uma ferramenta importante de identificação e aproximação entre marcas e público. Ao apoiar atletas, modalidades esportivas e projetos sociais, os bancos também investem em relacionamento, transformação social e impacto positivo. >> Patrocínio é uma das ferramentas, uma das disciplinas de marketing, sem dúvida nenhuma. a marca vai se associar a uma propriedade para falar c...
O esporte se tornou uma ferramenta importante de identificação e aproximação entre marcas e público. Ao apoiar atletas, modalidades esportivas e projetos sociais, os bancos também investem em relacionamento, transformação social e impacto positivo. >> Patrocínio é uma das ferramentas, uma das disciplinas de marketing, sem dúvida nenhuma. a marca vai se associar a uma propriedade para falar com um determinado tipo de público. >> O esporte, no final das contas, ele é um estímulo para que esses jovens e adolescentes permaneçam na escola. Quando a gente tem pessoas que estudam, a gente sabe do poder da transformação. >> Patrocínio, ele tem a capacidade de transformar a sociedade, mas também fazer com que através desse investimento seja possível também formar cidadãos. O esporte ele tem um poder que ninguém mais tem, que é o momento de atenção. >> Patrocínio esportivo continua relevante e capaz de criar vínculos com diferentes gerações. >> Por muito tempo, o patrocínio esportivo era quase sinônimo de visibilidade. A marca aparecia na camisa, na quadra, na transmissão de TV e quanto mais exposição, melhor. Mas o jogo tem mudado. Hoje o esporte continua sendo vitrine poderosa, mas as empresas buscam algo além da presença de marca. Elas querem se conectar com o público por meio de valores, histórias e causas que possam mobilizar a sociedade. Inclusão, diversidade, sustentabilidade, inovação e transformação social passaram a fazer parte dessa conversa para a construção de parcerias de longo prazo. No setor financeiro, essa relação com o esporte não é novidade. Há décadas, bancos apoiam atletas, equipes e projetos que ajudam a desenvolver o esporte brasileiro. E os resultados estão aí das conquistas históricas do vôlei ao crescimento de modernidades como tênis, surf e skate. O investimento contribui para revelar talentos e não só apoiar nomes já consagrados. No Febraban podcast de hoje, nós vamos conversar sobre o que mudou na lógica desses patrocínios, como as marcas podem gerar resultados e como e que de que forma o esporte se tornou uma ferramenta de conexão e engajamento com o brasileiro. Para isso, convidamos aqui no estúdio Patrícia Fugita, executiva de sustentabilidade SG do Banco BV, Alexandre Gidaro, gerente nacional de patrocínio da Caixa e Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da SPM, presidente da WSL América Latina e autor do livro Patrocinei. Sejam muito bem-vindos. >> Obrigada. Eu sou Májur Marcelino. Eu sou assessora de conteúdo digital da Fibraban e te convido a seguir com a gente nessa conversa com quem cultiva ídolos no Brasil. >> Bom, eu vou começar com você, Ivan. Durante muito tempo, o patrocínio esportivo era visto como uma exposição de marca. Eh, o que é central hoje na decisão de investimento das marcas? Como você entende isso? Primeiro prazer estar aqui, Maju. Prazer estar do lado desses dois craques, a Patrícia, o Alê falando de patrocínios, que é um tema de estudo para mim e também de trabalho. A gente falava aqui no esquenta sobre sobre o esporte, que é um um uma área que eu adoro. Na verdade, queria ter sido atleta profissional, parei antes disso, mas tenho a sorte de conciliar minha carreira profissional com tema que eu amo tanto. O esporte, quando a gente fala dos diversos níveis, mas em especial do alto rendimento, ele não funciona sem dinheiro, né? Só existe através de investimentos, existe através de recurso. E esse recurso tem que vir e obviamente de algum lugar. Tem diversas formas esses recursos acontecerem. Uma delas que muito se fala, eh, obviamente é patrocínio, que não necessariamente ainda no Brasil, ah, por incrível que pareça, é super difundida do ponto de vista eh do conhecimento especializado. Quando a gente fala de marketing digital, existem inúmeros cursos que falam sobre assunto. Quando a gente fala de, eh, criador de conteúdo, existem mais inúmeros cursos que falam sobre assunto, livros e assim por diante. Quando a gente fala de patrocínio, ainda existe esse e e essa crença de maneira geral que significa patrocínio, significa marca no backdrop, marca na camisa do time que tá jogando, é o que as pessoas acreditam. Eh, de maneira geral, não é só por aí, acontece eh, de maneira geral, a patrocínio é uma das ferramentas, uma das disciplinas de marketing, sem dúvida nenhuma, assim como tem diversas outras, e que consome um um uma porção desse orçamento. Normalmente a marca vai se associar a uma propriedade, vamos usar aqui o esporte como tema, uma propriedade esportiva para falar com determinado de públ determinado tipo de público. Então, toda vez que a gente pensar em patrocínio, a gente fala de comunidade. Qual é a maneira que eu tenho para falar com aquela comunidade? Qual comunidade? Aquela que essa propriedade, nesse caso aqui do exemplo esportiva conversa melhor. Então, a corrida de rua, que é um esporte muito difundido no Brasil, ah, fala com determinado tipo de público. O surf fala com uma outra, o futebol fala com um grupo maior de gente maior esporte do Brasil. Visibilidade de marca é um dos aspectos. Tem muitos outros aspectos que fazem a diferença. Cada marca vai ter o seu objetivo. Um vai ter interesse de rejuvenecer a sua marca e, por isso vai se associar com o esporte que fala com jogos. O outro tem interesse de parecer mais tecnológico, o outro tem o interesse de abordar um novo mercado que ainda não explora. Então eu tenho interesse de atuar melhor nessa cidade. Que tal paraar o time de futebol do salão, de vôlei local? Essa é uma estratégia de ganhar simpatia daquele território que eu ainda não atuo. Ou seja, diversos tipos de objetivo. E isso é que importa. Quem tá do lado da propriedade, quem tá do lado do esporte precisa entender isso para poder resolver problemas do patrocinador. >> Ótimo. E Patrícia, muita gente associa investimento esportivo a alto índice de rendimento, mas a plataforma BV Esports nasceu olhando principalmente pro acesso e inclusão. Eh, o que motivou o caminho do banco, né, nessa escolha? >> Bom, obrigada, Margur, por estar aqui, pelo convite, pro BB poder participar. Acho que antes de responder a sua pergunta, vale a gente explicar um pouquinho sobre o que é a plataforma BV Esportes, né? Hoje a plataforma BV Esports possui nove institutos sociais que levam o esporte para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Além desses novos institutos, a gente também tem um atleta que faz parte, que é de alto rendimento, que é o Felipe Batista, que atua no automobilismo. Esses nove institutos, a gente basicamente apoiou eles desde o começo, né? Então, eh, todos eles têm, cada um tem uma atleta por trás desses projetos. São nove modalidades diferente diferentes e a maior parte deles, desses nove, sete, a gente apoiou para que eles começassem desde o começo. Então a gente deu ali que a gente fala que é o capital semente para esses eh projetos para que eles startassem isso. E é essa decisão, né, de falar mais sobre é de atuar mais em questões sociais foi muito de encontro com duas com dois grandes eh movimentos que a gente teve. Quando a gente fundou essa plataforma BV Esports lá em 2018, o banco estava revendo a marca. Então, a temática do esporte, eh, a temática sobre inclusão social, sobre, né, tudo que o esporte pode pode trazer, eh, vai até de encontro aqui com o Ivan falou, falava muito com o nosso, fala muito com o nosso público, o nosso principal eh cliente, né, eh, do core do nosso negócio. Então, um dos motivos foi esse. O segundo foi por conta eh de um dos princípios que a gente tem em sustentabilidade dentro do banco. um dos pilares é acelerar a inclusão social. Então, ela fala diretamente com o que o BB acredita e também com posicionamento eh de marca e trazer então tudo isso, né, essa questão eh do esporte, atrelada questão social eh casou muito bem aqui eh com o nossa com a nossa marca, com o que a gente acredita. E assim, para complementar, esses institutos, eles estão eh diferentes regiões do Brasil. Sim, são nove modalidades eh em diferentes regiões. Então a gente tem Sul, eh Sudeste e também eh Nordeste. Eu queria para você, Alexandre, a Caixa tem uma longa trajetória de apoio ao esporte brasileiro e está presente em diferentes frentes, desde a base até o alto rendimento. Onde estão os principais investimentos do banco atualmente e quais são os critérios que fazem a Caixa apostar em determinada modalidade, atleta ou projeto esportivo? Perfeito. Obrigado também. Uma alegria enorme estar aqui com você, com Ivan e Patrícia, meus companheiros aqui de profissão, eh, que acreditam no esporte, né, com ferramenta de de transformação do Brasil. O critério principal que a Caixa utiliza é esse, é utilizar do esporte como um instrumento para transformar a vida das pessoas, a vida dos brasileiros. E não é à toa que a Caixa é a grande patrocinadora do esporte do Brasil. seja por meio do do patrocínio direto, seja por meio dos repasses das loterias, a gente eh tem uma carteira imensa de projetos que a gente investe, a maior parte deles há mais de duas décadas. E hoje a gente tá presente no esporte olímpico, nós somos os patrocinadores do Comitê Olímpico Brasileiro. No esporte paralímpico, nós somos patrocinadores do Comitê Paralímpico, das confederações brasileiras de ginástica, de atletismo e agora também da natação. Eh, somos os patrocinadores de boa parte das provas de corridas de rua que acontecem no Brasil afora. Só em 2025 nós fizemos mais de 140 provas e somos patrocinadores de vários projetos sociais também. E o que a gente olha, na verdade, acho que o primeiro critério é alinhamento aos nossos objetivos estratégicos, com quem a gente quer falar, eh quais são os públicos que a gente quer aproximar a marca da Caixa, que é um banco de 165 anos, e precisa buscar se rejuvenecer. Eh, mas também quais são os projetos que estão alinhados com o nosso propósito. Eh, além de de desse investimento que a gente faz para transformar a vida das pessoas, a gente também busca gerar negócios, melhorar a experiência dos nossos clientes, eh oportunizar eh com momentos de de relacionamento, de engajamento. >> Interessante, Van. Eh, você falou um pouco sobre comunidade, né, e enxergo você também como uma liderança, dado que você tem construído na sua trajetória. Então, o esporte é um território importante nessa construção de comunidade e pertencimento. Eh, por que isso passou a ter um valor central nas empresas? Queria que você falasse um pouco mais pra gente aprofundar. O que você acha que hoje o consumidor ele tem na cabeça? Ele tá atento à coerência entre discurso e prática das marcas? Eu acho que é importante a gente pensar que hoje a gente vive num mundo de mídia fragmentada. Então, quem tem mais de 40 que nem eu, vai lembrar que lá na nossa infância a gente tinha alguns tipos de vídeo. Vamos lembrar do jornal, da rádio, da televisão aberta, ainda não tinha TV por assinatura, começou a ter TV por assinatura lá quando era mais ou menos adolescente, 10, 12 anos. H, mais três ou quatro, no máximo. Era mais ou menos desse jeito. Hoje tem uma infinidade de canais de distribuição de conteúdo. O que não falta é conteúdo. A gente viveu a era da informação, não é isso? E hoje a gente vive a era da curadoria. Tem muito mais conteúdo do que a gente consegue consumir nas nossas 24 horas do dia. Ou seja, se tem muita informação, ficou mais difícil e não mais fácil eu conseguir falar com as pessoas que eu quero. Se eu sou uma marca, porque agora eu tenho muitas alternativas. E aqui tem duas lideranças de marketing muito importantes e eh referências aqui no Brasil que vão poder me desmentir se eu tiver errado, mas a verdade é que mais opções cria mais problema, porque agora você vai ter que acertar naquela opção. O que existe sempre, aí eu ouço porque a minha vida, me reuni e pessoas que cuidam de marketing, que a verba de marketing nunca é suficiente, mesmo que seja grande. O Alê falou ali da caixa que você imagina qual que é o tamanho do orçamento do Alê de fazer patrocínios. Mesmo assim, eu tenho certeza que ele gostaria de fazer mais do que ele faz. Não tenho dúvida que ele gostaria de fazer mais do que ele faz. Eu não tenho dúvida que bate mais gente. Todo mundo achando que tem um projeto que tem a cara da caixa. Todo mundo lá deve levar para a cara da caixa ali. É claro que tem a cara da caixa. O meu presidente no Brasil inteiro fala com todos os brasileiros. Tudo tem a cara da caixa. Repara agora que ele tem que escolher então quais são os projetos que ele vai apoiar. Escolher de acordo com o quê? o de acordo com que são os objetivos estratégicos dele. Se você tem uma oferta muito grande, você precisa saber eh escolher que é tal da comunidade que a gente falou que vai cumprir os seus objetivos de negócio. Não importa se você é um banco público, um banco privado, você tem seus objetivos, suas metas, você compete com todo mundo, com os bancos tradicionais, com os bancos novos, o que for. Tem uma componente interessante também que hoje em dia as marcas querem ser nossas amigas. Ela não quer mais ser só uma marca, a marca quer meio que se colocar como amiga lá na rede social, ela tem um jeitinho de falar, as marcas têm essa componente. Só que então, se eu quero ser seu amigo, nada melhor do que eu chegar até você sobre algo que você gosta. E o esporte é uma ferramenta poderosíssima nesse aspecto, inclusive porque o esporte é um dos únicos produtos, um dos últimos produtos que não é igual se você não assistir ao vivo. O filme você pode assistir depois, não muda nada. O episódio da novela, você pode assistir depois, não muda nada. Talvez até o jornal você pode assistir o jornal da noite e você não conseguiu chegar, você recupera lá, você assiste depois, não tem problema. O esporte ao vivo é a única coisa que não é igual, você assiste depois. Aliás, você dificilmente vai assistir o jogo inteiro depois ou a partida ou a bateria inteira depois só os melhores momentos. que depois fica o melhor momento. Então o Sport ele tem esse poder de aglutinar as pessoas e fazer as pessoas pararem para assistir. Se o esporte é uma das últimas coisas, se não for a última que tem esse poder de fazer as pessoas pararem, ele tem um poder que ninguém mais tem, que é o momento de atenção. E então esse momento de atenção tem um valor enorme que justifica o por as marcas quererem tanto usar esporte para poder se comunicar com as pessoas. A gente tá agora vivendo o momento da Copa do Mundo, patriotismo, eh, o fanismo, eh aquela nossa torcida. É isso mesmo. Aqueles que devem falar pra gente: "Ah, eu não vou torcer, não tô vendo ninguém torcer". Não é verdade. Já vimos que o Copa já começou. A gente tá vendo que o Brasil se mobiliza em volta ah desse assunto, como para outros poucos assuntos a gente se mobiliza, né? É uma coisa que realmente tem a força de de tantas coisas que dividem a gente como brasileiros, essa tem uma força de unir. A gente quer a mesma coisa. Então, veja a um exemplo de algo que tem uma capacidade de mobilização eh incrível. Por todos esses motivos, o esporte tem uma força, uma capacidade de concentrar a atenção e criar valor como nenhum outra nenhuma outra propriedade. Isso explica essa essa essa dominância ou essa força. >> Os especialistas são vocês, mas você falando para mim, quando Ivan falou também de para, né, do da modalidade paraolímpica, você falou de parar, mas o esporte emociona também, né? Porque são histórias reais. Você pode estar assistindo um produto de entretenimento, uma novela, mas no final, como o telespectador vai falar, isso é um drama, isso é um roteiro construído. Tem histórias de atletas, eu não recordo o cara que foi interrompido numa olimpíada porque ele ajudou. Tem atleta que você vê a cena, você vai se emocionar de lim. >> É, sim. Muitas vezes assim. Então acho que ele também tem esse drive de emoção, né? E da da do coletivo também, né? você não vai assistir o jogo da Copa sozinho. >> É, uma das grandes coisas que tem transformado o esporte é justamente contar esses dramas através de séries, né? O que mudou completamente o tamanho da Fórmula 1 ah em um país que eles tentaram entrar durante a vida inteira e nunca tinham conseguido, que é o Estados Unidos, foi justamente a série Drive to Surviv, que conta o quê? Durante 10% de cada episódio fala do que tá acontecendo na corrida, 90% tá falando o que tá acontecendo de trás das câmeras, conta esses bastidores, conta esse drama da vida real e isso fez com que as pessoas se conectassem. Então, essas histórias verdadeiras dos atletas chamam muita atenção, porque no fundo são seres humanos e nós como seres humanos adoramos histórias. >> Verdade. Tendo cena também, né? >> Sem dúvida. >> Eh, Patrícia, a plataforma BV Esports tem uma conexão muito grande com a educação. Como vocês enxergam essa relação entre esporte, permanência na escola e transformação social? Bom, Marger, eh, para uma criança, um adolescente, um jovem, ele está, eh, dentro da plataforma BV Esportes, obrigatoriamente ele precisa estar estudando. Então, é uma condição para ele estar ali, né, atuando junto com a gente. A gente, né, fala que o que o esporte, no final das contas, ele é um estímulo para que eh esses jovens e adolescentes permaneçam eh na escola, né, permaneçam eh estudando. Quando a gente tem pessoas que estudam, a gente sabe do poder da transformação, de que isso do que pode acontecer, né? Eh, da das possibilidades que se abrem quando se estudam. Eu até recentemente aconteceu algo que eu queria até compartilhar, né, que eu acho que é que foi bem interessante e que a gente vê isso na prática. A plataforma BB Esportes, ela existe há 8 anos, né? Eh, e recentemente um um dos nossos um dos nossos eh diretores do banco, ele começou a fazer aula de tênis. E aí nessula de tênis, ele conversando com o professor dele e o professor perguntou: "Onde que você trabalha?" E tal, ele falou: "Ah, trabalho no BV". E o professor ficou super emocionado, eh, porque ele falou assim: "Olha, eu tô aqui hoje te dando aula exatamente porque o BV patrocinou um projeto social de tênis e que eu fiz aula. Então, depois que eu fiz, né, que eu participei e fui aluno eh desse projeto, eh fui fazer faculdade e hoje eu tô aqui. Então, a gente, né, viu exatamente um dos casos eh de uma vida transformada por conta do instituto que a gente apoia, eh, do esporte, né, que além eh de eh de trazer todo o benefício do esporte, ele traz outros valores, né, resiliência, organização, enfim, eh, e o poder de educação. Então tudo isso, né, num em um único caso, a gente sabe que são outros diversos alunos que são atendidos e que também e há essa possibilidade de transformação eh social através do esporte. >> E o legal é que vocês estão conseguindo já fazer gerações, né? Porque tinha uma diferença aí de geracional, né? >> Gera. É. Então, >> e Alexandre, a Caixa é uma das principais apoiadoras do esporte paraolímpico brasileiro há mais de 20 anos. Isso conecta à marca a histórias de superação, inclusão e diversidade. Como vocês enxergam a força dessas narrativas, tanto para atletas quanto para a sociedade no geral, ao investir em inclusão por meio dos esportes paraolícos? >> Perfeito. Só me permita fazer aqui uma correção, porque como o Ivan falou, eh, são tantas modalidades que a gente investe, que eu acabei esquecendo de falar que a gente também é o banco do basquete. Eh, a Caixa Investe no basquete há mais de 10 anos. a gente acabou de concluir uma temporada incrível aqui no Brasil e junto com isso, eh, acho que vale destacar que esse apoio que a gente estende eh para as modalidades por meio dos comitês, tanto do Comitê Olímpico quanto do Comitê Paralímpico, ele sem dúvida nos ajuda a fazer com que essas grandes histórias apareçam. O que a gente procura hoje com essa parceria com o Comitê Paralímpico brasileiro há mais de 20 anos, como você bem citou, Jo, eh, que esse investimento ele vai além da narrativa da superação, porque eh a gente entende que o investimento do patrocínio, ele tem a capacidade de transformar a sociedade por meio do esporte e a gente consegue trazer por meio desse investimento, não só levar eh os atletas até o alto rendimento, passando ali pelas fases do desenvolvimento, né, da formação de base, mas também fazer com que eh através desse investimento seja possível também formar cidadãos, eh mostrar que é possível fazer o do país um país inclusivo. E a gente tenta trazer isso não somente ali no dia a dia com as competições que a gente participa, é, apoiando como patrocinador, mas também tentar trazer esse protagonismo dos atletas paralímpicos, mostrando pras pessoas eh que existem dificuldades e que o Brasil ele ele tá preparado e tá buscando eh transformar essa realidade para que as pessoas eh saiam da reclusão, que busquem o esporte como alternativa de saúde, de qualidade de vida, de bem-estar. E a gente tenta dar protagonismo para isso, tanto nas nossas redes, mas também nas nossas campanhas. A gente teve uma campanha linda, recente que a gente veiculou na mídia, eh, que vinha com mote de que apoio vira o jogo. E essa campanha foi estrelada por vários atletas, dentre eles vários atletas paralímpicos. Eh, então, eh, é dessa forma que a gente entende que a gente consegue transmitir a nossa mensagem. Eh, você trouxe um ponto interessante. Você enxerga além para além, né, dessa uma mudança de paradigma, né, a pessoa eh que tem uma uma deficiência dela sair dessa reclusão. Até na sociedade você percebe que esse investimento ele tem mudado algum ponteiro de algum paradigma? Sem dúvida, porque nós temos vários projetos que eles acabam nascendo por conta desse estímulo. Então, os comitês eh e as confederações, eles mantêm centros de formação e de excelência espalhados pelo Brasil todo. Eh, se eu não me engano, nós temos mais de 160 centros, a maior parte deles eh em regiões periféricas, espados pelas cinco regiões do país. Então, independente da modalidade que a gente apoie, seja pelo esporte olímpico, esporte paralímpico, independente de qual seja o esporte, a gente entende que naquela comunidade aquilo faz a diferença, aquilo faz o pai e a mãe e levar a criança, faz quem tá às vezes em casa, né, sedentário, procurando eh eh uma outra alternativa, buscar um um uma modalidade esportiva. Eh, a gente tem muitas pessoas que acabam aderindo ao esporte porque vão numa competição, assistem uma transmissão ou um espetáculo ou um produto eh televisivo, como o Ivan bem destacou, e que passam a se interessar pelo esporte e a gente entende que dessa forma a gente consegue estimular também. >> Ivan, o que faz uma marca transformar um patrocínio em um ativo estratégico capaz de gerar reputação, identificação e relevância? Acho que três coisas, Maju. Ah, diria contexto, ativações e o prazo. Posso explicar? Contexto, que é a história que a marca e a propriedade vão contar juntos. Então, vamos citar o exemplo aqui do Banco do Brasil e o vôlei. Provavelmente vem um monte de histórias na nossa cabeça. Uma história tão vitoriosa dessa trajetória do que é o patrocínio esportivo mais longevo do Brasil, com mais de 30 anos, começou lá em 91, logo antes da conquista. H, da medalha de ouro de Barcelona. Essa história conheço bem porque eu jogava basquete, passei a jogar vôlei por causa disso, inclusive que foi a medalha de ouro de Barcelona 92. Tem uma ideia como ídolos e conquistas mudam a cabeça da gente. Eu tinha 12 anos no jogo. Então, acho que o contexto, as pessoas vão lembrar de Palmeiras Parmalate, o trabalho incrível que a Caixa faz hoje no com Olímpico, mas fez durante muitos anos no futebol. Ah, o NBB Caixa, quem é que não conhece, acabou de passar pela nas finais agora, no começo do mês, ou seja, tantas histórias que de fato tem um vínculo. Então, a história que vai se contar juntos, tem que combinar, tem que ter verdade. Esso é a isso é o contexto que eu tô falando. Então, qual que é o ângulo que vai se associar a história da marca, à história da propriedade? Esse é o contexto. A segunda são as ativações. A gente falou aqui no começo do programa sobre visibilidade de marca, que é a marca na camisa, marca do backdrop. Isso não conta histórias, isso é um outdoor, isso é uma exposição de marca. É diferente você contar uma história. O que vai contar a história o que vai fazer as pessoas realmente perceberem esse vínculo são as ativações. As ativações podem ser digitais, podem ser físicas, podem contar com influenciadores, podem contar com várias possibilidades, ativações, tem de diversos tipos. É normalmente um dinheiro adicional ao patrocínio. Quando você tá falando de ativações, você quando compra um patrocínio, investe num patrocínio, você investe nos direitos e depois tem lá várias formas de você explorar esse patrocínio. Esse é um dinheiro adicional. é uma conta de quanto a mais eu preciso investir em ativações para poder fazer valer esse eh patrocínio que eu tenho de acordo com que é o meu objetivo. Se eu for uma empresa B2B que quer falar somente com empresas, talvez eu não tenha a intenção de contar para todo mundo sobre essa história. Eu tenho a intenção de fazer mais ações de relacionamento, gerar momentos especiais para essas pessoas que são os meus clientes corporativos e tal. Então cada marca vai ter objetivo, é difícil de analisar. E por último prazo, eu vejo que muitas vezes as pessoas têm uma impressão de que boas histórias vão ser contadas no curto prazo. As melhores práticas não dizem isso. Todos os patrocínios que a gente costuma lembrar são aqueles que têm investimento de longo prazo. São casamentos, não são ficadas, Maju, né? A turma às vezes tem uma coisa de, ah, não, aquele namorinho curto não funciona em patrocínio. O que funciona são histórias longas, são casamentos longos que por algum acaso pode não pode ser, pode não ser para sempre, mas são parcerias de longo prazo. Essas são as que funcionam. As de curto prazo, elas têm cumprem uma função, mas elas não vão gerar reputação. Dificilmente terão a capacidade de gerar reputação, gerar história, gerar reconhecimento dos dois lados se você não apostar. Patrícia, a maior parte dos projetos sociais apoiados pelo BV nasceu junto com a plataforma que a escolha de trabalhar com ídolos de esporte. Eh, isso foi meio estratégica no início. Eh, o que muda quando o projeto nasce da experiência pessoal, né, de um atleta de alto nível? Eh, qual o critério da escolha desses esportistas também? Bom, bom, eh, como eu comentei, a gente tem nove projetos sociais, eh, dentro de BV Esportes. Então, sete deles a gente startou, né, com essa eh com recurso, né, do banco para ele começar esse capital semente, como eu comentei, eh, desde o começo. E a gente eh quando fez todo um estudo para que a gente pudesse chegar nessa plataforma BV Esportes, quais as modalidades que a gente teria e a gente acionou, né, dentro de cada modalidade, a gente avaliou quais eh atletas eh conversariam, estariam dispostos também a seguir nessa jornada com a gente, né? Então avaliando, avaliamos, fazendo toda essa avaliação para que de fato a gente pudesse chegar nesses nomes. Então eh dos nove, sete, então, né? eh são desses atletas que eh que começaram com a gente. Então, eh tem todo teve todo um processo eh para que eles também passassem, né, por um amadurecimento e um apoio do BB para que acontecesse isso. Então, a gente começou desde, né, desde o primeiro dia ali com o Instituto Serginho 10, com M4 nas Escolas, com eh o Sandro Dias, eh com o Instituto Adri Santos, que é para é paraolímpico, atletismo paralímpica, ã, com o Diego Hipólito, eh, também, ã, e com o de tênis, que é do eh do Mauro, eh, Menezes. Então, todos eles a gente já apoiou desde o desde o primeiro e dia. E a gente entende que quando a gente traz um atleta um nome por trás desses institutos, a gente de fato traz mais autenticidade, a gente traz exemplos para essas crianças de pessoas que de fato também tiveram a vida transformadas através do esporte. Então, nada melhor do que a gente ter pessoas que inspirem, né, esses jovens, esses adolescentes também para que pudesse eh transformar também em outras realidades. O Diogo Hipólito depois contou pra gente como é que foi o processo. Ele achou na hora até que que era um trote. Ele falou que ele tinha desenhado e falou: "Ah, eu gostaria muito de ter um instituto e tal". E desenhou, colocou no papel tudo que ele queria. Aí deu uma semana depois, o banco liga para ele: "Oi, Diego, não sei o quê, a gente tá aqui com a plataforma BV Sports, a gente queria montar, buscamos atletas e tal". E aí ele não acreditou no primeiro momento, não, não é possível, né? É um trote isso. E ele começou a falar com pessoas conhecidas e tal e aí viu que era que era real, mas, né? E e pôde colocar de fato um sonho dele eh em prática. É muito legal. >> Alexandre Caixa trabalha muito a ideia de continuidade no esporte. Qual a importância da consistência para construir identificação com o público e gerar impacto real na vida dos atletas? Sem dúvida, durabilidade é uma das dos princípios mais importantes para um patrocínio ter sucesso. E essa longevidade, ela traz para dentro da estratégia eh ganhos que vão desde reforçar a credibilidade da instituição, eh traz confiança para aquele projeto esportivo. Então, quando você vê uma competição, um clube, eh, uma confederação com o selo da caixa, do BV, enfim, eh, de uma grande instituição, você acredita que ali tem um trabalho sério. A gente costuma falar que a marca da Caixa é um selo de qualidade dentro de um projeto esportivo. E essa longevidade, ela colabora também para que os resultados de longo prazo apareçam. Então, a gente investe, por exemplo, na ginástica há mais de 20 anos. A gente esteve na ginástica quando a ginástica praticamente ainda não tinha medalhas olímpicas, não tinha relevância que hoje a ginástica tem pro Brasil. A gente investia na ginástica quando a Rebeca era uma criancinha e ela surgiu dentro de um centro eh de excelência investido pela Caixa. E hoje a Rebeca é uma das maiores atletas da história do Brasil, eh, e representa o Brasil afora. A longevidade, essa durabilidade que um patrocínio tem, ela traz essa oportunidade de se colher os frutos no longo prazo, traz essa oportunidade de desenvolver atletas e de formar cidadãos, mas principalmente traz a oportunidade de deixar legado. Acho que esse trabalho que o Alê comenta é um trabalho, parabéns a lei todo o time caixa. A gente repara que em anos olímpicos o investimento cresce muito, mas logo depois esse investimento cai. E quando o investimento cai, cai a relevância junto, cai as histórias que você passa a contar. Se as histórias deixam de ser contadas, elas deixam de fazer parte da mídia. Se elas deixam de fazer parte da mídia, a gente não lembra. Então, olha que ciclo que vai acontecendo. Aí normalmente você vê a o atleta dizendo: "Ah, eu não tenho apoio, não tenho isso, não tenho aquilo e tal". Mas ele tem que continuar treinando, tem que continuar se alimentando. Não se faz um atleta olímpico em seis meses, se faz um atleta olímpico em gerações, né? No investimento consistente, como é o caso aqui da Caixa também chamo atenção aqui do Banco do Brasil e outros bancos que têm essa visão. Então acho que essa mudança, isso é um assunto que precisa ser discutido, que ah a gente gosta muito de conquistas, o brasileiro adora ganhar, né? O torcedor brasileiro talvez seja quem mais adora ganhar no mundo, não por acaso quando ter brasileiro ganhando ficar famoso da depois, né? Eh, então é muito importante essa continuidade que o Alê comenta para que a gente possa ter um Brasil de verdade, assim como a gente fala lá no COB, uma nação esportiva. esportiva é feita de longo prazo e não de curto prazo. Isso depende também eh desse apoio contínuo. >> Muito bom ouvir nesses as iniciativas, né, SU enquanto especialista e liderança, BV e Caixa. Você que, né, tá assistindo a gente, a gente viu como esporte se tornou uma ferramenta importante de identificação e aproximação entre marcas e público. Mesmo em um ambiente cada vez mais digital, né, e acelerado, o patrocínio esportivo continua relevante e capaz de criar vínculos com diferentes gerações. Ao apoiar atletas, modalidades esportivas e projetos sociais, os bancos também investem em relacionamento, transformação social e impacto positivo. Quem ajudou a gente nessa história, né, entender melhor essa relação, foram nossos convidados. A Patrícia Fugita, muito obrigada, do Banco BV. E o Alexandre Didaro da Caixa, muito obrigada também, e o Ivan Martino da SPM. É, muito obrigada pela presença de vocês. Eu sou Mário Marcelino, assessora de conteúdo digital da Febraban. Até mais.
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